
O ABC das correntes de ensino
TRADICIONAL
É uma proposta de educação centrada na figura do professor. O princípio é a transmissão de conhecimentos por meio da aula, freqüentemente expositiva, numa seqüência predeterminada e fixa que enfatiza a repetição de exercícios com exigência de memorização. Muitas vezes, não leva em consideração o que a criança aprende fora da escola.
MÉTODO SINTÉTICO
Termo utilizado para se referir à maneira como se alfabetiza a criança nesse processo. É mais usado em escolas que adotam metodologias e posturas tradicionais. A alfabetização é feita a partir de elementos mais simples - letra, fonema ou sílaba - que são combinados, formando as sentenças. Pode ser alfabético, fônico ou silábico.
RENOVADA
Trata-se de uma concepção que inclui várias correntes, as quais defendem a chamada Escola Nova ou Escola Ativa. Prega a valorização do indivíduo como ser livre, ativo e social. O centro da atividade escolar não é o professor nem o conteúdo disciplinar, mas sim o aluno, como ser ativo e curioso. O mais importante não é o ensino, é o processo de aprendizagem. O professor é um facilitador. A idéia do ensino guiado pelo aluno, em muitos casos, acabou por desconsiderar a necessidade de um trabalho planejado sobre o que deve ser ensinado e aprendido.
TECNICISMO
Nos anos 70, surgiu um conceito batizado de "tecnicismo educacional", que valoriza a tecnologia empregada. O professor passa a ser um especialista na
aplicação de manuais e sua criatividade fica subordinada aos limites da
técnica utilizada. Instituiu uma prática pedagógica altamente controlada e dirigida pelo professor.
CRÍTICO-SOCIAL
A pedagogia crítico-social, que surge no final da década dos 70, aparece como uma reação de alguns educadores à corrente libertadora, considerada omissa em relação ao chamado "saber elaborado". Defende que não basta discutir questões sociais da atualidade, é necessário enfatizar o conhecimento histórico.
PIAGETIANA
Surge com maior evidência a partir dos anos 80, baseada nos estudos de psicologia genética conduzidos por Jean Piaget. Enfoca o caráter social do processo de aprendizagem e considera que, além do domínio dos conhecimentos formais, é necessária uma adequação pedagógica às características do aluno.
MONTESSORIANA
Criada em 1907, na Itália, pela fisioterapeuta e educadora Maria Montessori, essa concepção prega a auto-educação dos alunos com apoio de materiais didáticos. O professor é observador e incentivador. A aprendizagem automotivada e individualizada é a essência do método.
CONSTRUTIVISTA
É a linha atualmente seguida pelas escolas públicas brasileiras, preconizada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Surgiu em meados dos anos 80, a partir de estudos sobre a psicogênese da língua escrita, conduzidos por Emília Ferreiro e Ana Teberowsky. Enfatiza o conhecimento que a criança já tem antes de ingressar na escola e está focado na língua escrita. Existem distorções na aplicação do conceito. Uma delas é a de que não se deve corrigir os erros dos alunos. É confundida com um método e pode ser aplicada com outras técnicas.
MÉTODO GLOBAL
Tem como ponto de partida elementos significativos, unidades de sentido - palavras, sentenças ou pequenos textos -, que são usados para levar ao conhecimento dos elementos fonéticos. Pode ser dividido em palavração, sentenciação ou unidades de experiências, dependendo do elemento que se emprega na alfabetização. Existe ainda o método chamado de analítico-sintético, que mescla todos os elementos.
LIBERTADORA
No final dos anos 70 e início dos anos 80, ocorre uma intensa mobilização dos educadores por uma educação crítica, tendo em vista a superação das desigualdades sociais. Tem suas origens nos movimentos de educação popular que ocorreram no final dos anos 50, interrompidos pelo golpe militar de 1964. A educação está centrada na discussão de temas sociais e políticos; o professor coordena atividades e atua juntamente com os alunos. O método Paulo Freire pode ser enquadrado nessa linha.